Cavalera
Não sei onde nem quando, mas a Cavalera se perdeu algum momento. Desde a edição passada mais ou menos ela esqueceu o que é um desfile, e se tornou um freak show. Não também se é bom ou tuim, pois hora ela erra na mistura de estampas e cores. Mas hora ela parece ter um caráter de estilista da Casa de Criadores, meio experimental, mas sabendo o que está fazendo.
O inverno da Cavalera é ideal para se usar nas ruas, mas é claro que não é tudo junto (lê-se os monocromáticos). Retomando suas forças passadas, o urbano de poucos recortes, mas direto no seu conceito volta a passarela. O ponto alto do masculino são as colocações dos zíperes nas jauqetas e o spike do sapato. Mas seu ponto baixo são as camisas com umas missangas bem coloridas, que lembram a de um uniforme de escola de samba.
Fause Haten
Todos conhecemos Fause pela sua moda feminina, que parece um elevador; sempre em seus altos e baixos. Dessa vez FH aposta na moda masculina, porém vem tímido demais. E toda vez que entrava um modelo na passarela eu pensava “agora vai!”, e não ia.
Fause apresentou um ótimo desfile masculino, mas sinto que ele tem um talento gigante pra explorar esse campo. Sua alfaiataria tem aquela cara de não só “mais um terninho aqui”, mas sim de algo novo. Vale a pena esperar até a próxima temporada e ver o amadurecimento dele, não é?








