






Além dos estilistas e novos talentos dos três dias da Casa de Criadores, quem se destacou indiretamente foi o fotografo Yuri Pinheiro.
Seu olhar detalhista faz com que ele consiga enxergar coisas naquele labirinto-backstage que pra mim passavam desapercebido, seja um sapato posicionado de um jeito estranho, o olhar curioso de alguém ou uma pose bem dramática de uma modelo.
Na próxima edição não esqueçam de colocar no line-up o Yuri que desfilou os três dias lá pela meia-noite em seus álbuns incríveis do facebook.
Para contato com ele o perfil está aqui, e as fotos que postarei aqui são focadas no masculino mas têm toda a cobertura nos álbuns dele.












Edu Oliveira (@edujuniors)
edu.oliveir@hotmail.com
eduardo@boymagia.org

RAFAEL CAETANO
Partindo de uma das minha referências preferidas: filmes de terror, com direito a Hitchcock, Dolly Dereast e A Hora do Pesado. Pra maioria ali no grand metrópole estavam conhecendo ainda o trabalho do Caetano, porém a um tempo venho o observando de longe (vide a entrevista com ele aqui). E de pouco em pouco já percebo todos os traços dele na construção da roupa, o que pra mim é sempre o mais importante.
Nesse universo dark e pesado, porém em um verão de tecidos leves, as maxi-camisas com transparências e impecáveis trabalhos de modelagem se transformam em vitimas inocentes e obscuras de Rafael. Detalhe para o sapato que tinham cabelos humano, e antes do desfile eles eram penteados (medo). Ainda vamos ouvir falar muito dele, talento não falta.


JADSON RABIERI
Totalmente diferente da edição passada, dessa vez Jadson optou por usar um material tão procurado pelos seus clientes e que nunca tinha trabalhado antes: jeans!
Como ele mesmo disse “básico, utilitário e jovem”. Em parceria com a Vicunha Têxtil, foi usado um jeans em que seu avesso é colorido. Brincando com essa de frente e verso, alguns remetiam realmente ao avesso com pences fechadas pra fora e os recortes costurados para a frente também.
Nessa de brincar com as cores o estilista usa tons brasileiros, juntando um tecido nativo com a bandeira verde-amarelo-azul. E finalmente encontrei um macacão que eu queira vestir!

FELIPE FANAIA
Talvez um dos mais legais e divertido da Cdc, quando vi umas fotos no instagram do ensaio dessa coleção fiquei todo eufórico reconhecendo as listras do Bettlejuice (ok, todo mundo sabe que virou carne de vaca as listras). Mas a manga alongada e essa calda traseira sempre de Fanaia são o diferencial e o que leva pra fora da mesmice alheia. Eu não preciso nem falar que foi inspirada no Burton, né? As estampas do corpo da noiva cadáver e do próprio juice já falam por si. Todas corre pra Das Haus.


Edu Oliveira (@edujuniors)
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Fotos: Namidia

DER METROPOL
Partindo de sua referência básica “Marte Ataca” do incrível Tim Burton, já conseguimos sentir uma pitada futurística. Se adicionarmos um Pierre Cardin então praticamente voltamos ao boom do futuro na corrida espacial.
Na roupa tudo isso se forma através de tecidos bem elaborados, como um bem pesado que foi feito pela prensa de dois diferentes da coleção, ou pelo tecnológico. Na primeiro edição a baixo (montagem dos shorts) só pessoalmente conseguimos ver o efeito, mas tanto essas telas quanto o preto com “furinhos” têm um efeito meio pixelado (para os mais antenados já sabem direitinho depois do bate-papo no Neonico).
Nas mega formas arredondadas e volumosas conseguimos identificar traços do Hebert Loureiro (já falei do trabalho dele aqui), Mario (estilista da Der Metropol) sempre falava muito entusiasmado “sempre quis fazer essa parceria, ele é incrível e até que enfim rolou!”. Sobre a modelagem, um ponto muito forte da marca, diz também estar mais satisfeito do que nunca, e agradece muito aos assistentes dele que o auxiliaram. E nós agradecemos por conseguir assistir mais uma vez um trabalho tão bom na moda masculina.


JUSS
Juliana é a tipica estilista que não precisa de muitas referências, o que ela apresenta ali na passarela é o DNA dela, de longe conseguimos identificar o nerd-arrumadinho-descolado da Juss. Com uma leve pitada de basebol, basquete e rap; sua modelagem sempre alongada e larguinha é a queridinha, e como ela mesma me contou “não sou muito de fazer vários recortes, gosto de brincar com as cores”.
Detalhe para a camiseta com duas estampas de poá, a primeira ela usou o avesso do tecido!


Espero que tenham gostado e fiquem ainda aqui por dentro que vem ainda muito post legal do evento! Quero todo mundo hoje no último dia
Edu Oliveira (@edujuniors)
edu.oliveir@hotmail.com
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Fotos: Namidia

ARNALDO VENTURA
Imaginem uma família indígena nobre que migraram de sua aldeia para uma grande metrópole, não esquecendo suas raízes de onde vieram eles precisam mesclar o mundo da-cidade-grande com o que sabiam fazer de melhor: o trabalho manual.
As camisas/regatas/bermudas feitas com esse tecido vazado são o encontro desse ar contemporâneo; a pele à mostra, como sempre fizeram, mas realizados por uma nova tecnologia que da pra ser usada facilmente com uma alfaiataria mais trabalha, e por que não desconstruída?



DANILO COSTA
Se Danilo era ultra-fofo na edição passada (e sempre, não é? rs), nessa ele conseguiu manter a mesma carinha de “desejo tudo”, só que apresentando larvas, libélulas, dinossauros e abelhas. Sim, tudo conseguindo arrancar um “awnnn” na platéia e ambientado em uma floresta imaginária em que vivem esses garotos moderninhos.
Detalhe para as bolsas que levam as mesmas estampas da coleção, nova proposta do Danilo e minha mais nova peça na listinha de wishlist. Ah, e os Converses com plataforma e spikes? ♥


VALE FICAR DE OLHO: BRADO POR GISELE (SENAC)

Já estou ansioso para o segundo dia! As fotos do backstage vamos postar mais pra frente, e ainda uma sessão especial com os desfiles femininos que mais me chamaram a atenção (por que não? rs). Espero vocês lá no Grand Metrópole!
eduardo@boymagia.org
edu.oliveir@hotmail.com
Fotos: Namidia.

Sim! Eu tomei um chá de sumiço nesses últimos dias, mas foi por uma boa causa, cada dia tenho aprendido mais com o trabalho e posso evoluir aqui também com as experiências paralelas.
Mas enfim, depois de tanta espera, vamos dar continuidade as entrevistas, não é? Aqui a segunda e última parte!
1-) Como foi seu primeiro contato com Moda e quando decidiu que iria trabalhar com isso?
2-) Quais você acha que são as maiores dificuldades pra ser estilista (no Brasil principalmente)?
3-) A maioria das pessoas não tem idéia de todo processo que é para chegar ao resultado final de uma roupa: Modelagem, escolha do tecido e aviamentos, corte, costura e etc. Como você executa todas essas partes?
4-) Como funciona seu processo criativo para uma coleção?
5-) Quais são suas referências da moda brasileira e como enxerga essa evolução que passamos.
6-) Conte um pouco sobre como imagina seu futuro em relação a marca própria
IGOR DADONA
1 -) Sempre desenhei desde muito pequeno, gostava de desenhar personagens de vídeo games e cantoras que eu gostava, e sempre caprichava na hora de fazer as roupas, fui crescendo e nunca parei de fazer, com 12 anos eu tinha feito uma coleção inteira e minha família começou a prestar atenção nisso. Nunca parei, tenho inúmeras pastas com milhares de desenhos e criações, e desde o colégio decidi que estudaria e trabalharia com moda, e foi o que fiz.
2 -) O início é bem complicado pois o custo de uma coleção é extremamente alto. Acredito que a questão financeira seja o maior degrau nessa jornada. Quanto a materiais, tecidos, aviamentos, acho que o Brasil tem crescido muito e desenvolvido produtos incríveis, está mais fácil achar coisas lindas por aqui sem precisar importar.
3 -) Depois de pesquisas em cima de um tema que escolho para coleção, faço um estudo de tecidos e aviamentos que se encaixam perfeitamente com o que quero passar, estudo meus próprios croquis , faço as mudanças necessárias e depois de tudo organizado, levo para modelista/costureira executar a peça.

4 -) Meu processo é na maioria das vezes muito subjetivo, procuro observar meu interior e então expressar o que sinto por estar vivendo determinada situação, ou uma lembrança reprimida. Por exemplo em minha nova coleção de Inverno, busco referência em pesadelos que eu tinha quando criança na década de 90 e que me lembro até hoje. Gosto de mostrar meu universo, para que meus clientes misturem o universo deles junto ao meu.
5 -) Eu admiro bastante alguns designers nacionais, como por exemplo João Pimenta e Alexandre Herchcvitch, pelo conjunto da obra, não por uma coleção específica. Acho que a moda brasileira evoluiu bastante, mas de algumas temporadas pra cá senti que “estacionou”, não senti aquele boom nos desfiles, nem algo muito novo, certa repetição talvez. Não que eu tenha achado ruim, cada criador com seu mérito, apenas não achei surpreendente.

(Peças disponíveis para compra aqui)
6 -) Pretendo em breve começar a vender minhas peças em algumas multimarcas e depois abrir uma loja própria. Imagino um bom futuro para eu enquanto criador, pois faço o que acredito que devo fazer, e sim, isso move montanhas.
GRALIAS por Julia e Grazi.
1 -) JULIA: Minha família sempre foi bem ligada em arte e artesanato. Minha mãe (advogada) pintava bastante, meu pai (que trabalhava com carros) era extremamente criativo e meu irmão sempre desenhou muito bem! Quando eu tinha 10 anos, ele entrou pra faculdade de arquitetura e sempre me trazia pra São Paulo (eu sou de São José dos Campos) pra ir em exposições de arte, passear pela Teodoro, Benedito Calixto, Augusta, Paulista, etc. E eu, bem novinha, comecei a ficar meio fascinada por São Paulo e pela diversidade das pessoas.
Quando eu tinha uns 12, 13 anos eu comecei a me vestir “diferente” do que o pessoal do interior, mas era bem difícil encontrar roupa legal por lá. Então aos 15, eu entrei pra um curso de modelagem e costura para poder fazer minhas próprias roupas. Lembro que minha professora de artes da escola vivia me dizendo pra eu fazer faculdade de moda, mas eu respondia que não queria dividir minhas “criações” com ninguém e que teria ciúmes de ver alguém vestido com algo “meu”. Mas não teve muito jeito, acabei me envolvendo bastante com o curso (que fiz por mais de 3 anos, sendo 3 horas por dia, 3 vezes por semana) e foi lá que eu decidi que queria fazer isso pro resto da minha vida.
GRAZI: Comigo foi diferente. Minha família nunca gostou de moda ou trabalhos manuais, com exceção da minha avó materna que costurava por hobby. Como ela cuidava de mim o dia todo, acabou me influenciando. Aos 6 anos de idade ela me ensinou a costurar na máquina e a cortar o tecido, nesta idade eu fazia as roupinhas das bonecas e até mesmo algumas pra mim. Minha mãe me incentivava bastante, mas nunca teve condições financeiras de comprar materiais de costura, então eu arrecadava restos de tecido da mãe costureira de uma amiga e do lixo de terreno baldio.
Durante minha infância eu desenhei bastante pois eu ganhava lápis de cor e papéis das clientes da minha madrinha, que é manicure. Por volta dos 8 anos eu fazia pintura em pano de prato junto com a minha irmã num centro social da minha cidade (São José do Rio Preto). Também na adolescência eu aproveitava tudo o que eu conseguia fazer gratuitamente ou por um custo baixo: frequentava a biblioteca municipal, fiz curso de pintura em tela através de um projeto do governo, aulas de costura, modelagem e estilismo.
Aos 19 anos fiz um curso de desenho que sempre sonhei! Era voltado para vestibular, lecionado pela Tia Karen, uma das pessoas que mais ensinou e me incentivou! Certa vez ela até se propôs a pagar parte da minha faculdade!
Para pagar os cursos que eu fazia, trabalhei como vendedora por três anos e fiz alguns bicos como garçonete. Nessa época, apesar de estar muito envolvida com artes, fui um pouco resistente a prestar vestibular em moda. Fiquei dois anos no cursinho para prestar carreira militar e não consegui (ainda bem!). No ano seguinte, minha mãe me proibiu de tentar a carreira militar novamente e me disse para investir em moda, que era o que eu realmente gostava.
Meu sonho era fazer Santa Marcelina, porém na época a faculdade não dava bolsa de estudos. Então consegui uma bolsa do Prouni na faculdade da minha cidade, mas cursei 6 meses e desisti. Voltei para o cursinho e só pensava na FASM. Nesta época minha mãe até cogitava vender a casa para pagar a minha faculdade, mas preferi pegar minhas coisas, vir sozinha pra São Paulo para tentar entrar no processo seletivo de bolsas, que havia sido implantado naquele ano. Passei no vestibular e cursei a faculdade inteira com bolsa integral. Digo a todo mundo que eu não tenho sonho, o meu maior sonho já foi realizado, que foi cursar moda na FASM.
Gralias convida para o desfile de Verão 2014 from Gralias on Vimeo.
2 -) Acho que uma das maiores dificuldades para produzir roupas no Brasil é encontrar mão de obra capacitada. A segunda é o preço dos impostos, que são muito altos e fazem com que o preço da peça final fique muito alto e mais difícil de vender.
3 e 4 -) O Gralias começou como um estúdio de figurino que evoluiu para também uma marca de moda. Portanto, todo nosso processo criativo é muito importante e tem grande peso no nosso trabalho. Sempre procuramos criar uma história, um novo universo e uma nova identidade para amarrar nossas coleções.
Por exemplo, para a coleção de Inverno 2013 criamos uma história, na verdade um conto, sobre um toureiro possuído por uma loucura. A partir daí pesquisamos referências imagéticas, como esculturas, desenhos, pinturas, fotografias e cartazes referentes ao universo do nosso tema. Com estas imagens em mão, formatamos a cartela de cores e a harmonia de cada look.
As texturas, os tecidos e as maquetes têxteis foram definidos a partir das imagens e das nossas vontades. Todo tecido ou material usado recebe uma intervenção. Nada é usado do jeito que é comprado.
Em seguida fizemos algumas moulages e criamos os 10 looks.
A segunda etapa foi a parte de modelagem, confecção, estamparia, bordado e maqueteria têxtil. Algumas peças são feitas por nós mesmas e outras terceirizamos os serviços.

5-) Quais são suas referências da moda brasileira e como enxerga essa evolução que passamos.
Acreditamos muito no futuro da moda brasileira. Apesar de a cada dia mais marcas gringas estarem se instalando por aqui, os olhos do mundo estão voltados para o Brasil neste momento e isso ajuda nossa moda a amadurecer e a se consolidar. Já fomos entrevistas por jornalistas da Inglaterra e do Chile, o que demonstra o interesse dos outros países pelo Brasil e em julho iremos nos apresentar em Londres e Paris.

6-) Conte um pouco sobre como imagina seu futuro em relação a marca própria
Eu e a Grazi temos uma personalidade que prefere “viver o momento” ao máximo do que pensar no que as coisas vão ser no futuro. Estamos montando a marca com muito cuidado e a passos lentos, para que tudo evolua sem problemas. Enxergamos o futuro da marca com um espaço de artes, onde além de vender roupas, possamos também compartilhar conhecimento e conceito com todo mundo. Nossa intenção é levar roupas de qualidade, com conceito e história, para todo mundo, sem elitizar.
JEAN APPARUIT
1 -) Sempre me vi brincando com tecidos, a maquina de costura velha da minha avó, e desenhando, mas o universo da moda só apareceu pra mim, depois que vi uma matéria sobre a SPFW, ai fui pesquisar mais sobre assunto, mas sô tive certeza que iria trabalhar com isso depois do meu primeiro curso na área, eu tinha 15 anos.
2 -) Se você tem talento e qualificação já é meio caminho andado, a dificuldade maior que um estilista vai encontrar, é encontrar a empresa que lhe forneça uma oportunidade de mostrar o seu trabalho. Vejo isso barrando muita gente boa, pra mim essa é a maior dificuldade. Claro que pra alguém que esta começando, no próprio cotidiano de trabalho vai encontrando dificuldades, mas com a experiência isso vai sumindo.

3 -) Entender o processo todo é bem simples, ter noção das dificuldades encontradas ao longo do processo é bem diferente, após definido tecidos e aviamentos a serem usados, que já foram escolhidos em cima de uma tema, pesquisa e criação. Deve saber que para executar e tirar esse modelo do papel, deve já ter pensado em tecido, caimento, modelagem ou molagem, caimento e acabamento, sem pensar no processo, pode criar uma peça impecável, mas que nunca sairá do papel da maneira desejada. Ai é só modelar, costurar, dar os acabamentos e pronto, a teoria é mais simples q a pratica. (Essa ordem não é um regra, mas normalmente é o que acontece,mas tem coleções criadas em cima da molagem, por exemplo, e a dessa maneira a criação é feita direto com o tecido, pulando alguns processos).
4 -) Me sigo em cima de um tema que defini, algo q tenha chamado minha atenção de alguma forma, recentemente ou não. ai faço uma pesquisa sobre, em cima disso escolho tecidos e aviamento, já pensando nas formas e caimentos, desenvolvo os modelos, depois executo, gosto de passar por todos os processos, pra garantir q irão sair exatamente do jeito que imaginei. e ao longo desse processo, gosto de ir agregando coisas que me levem a “entrar no clima” da coleção, como filmes, musicas, exposições, enfim, tudo que possa me ajudar no desenvolvimento.
5 -) Esse equilíbrio alcançado da moda nacional e internacional é simplesmente gratificante, hoje não somos os únicos a direcionar os olhares para o que esta acontecendo de novo em outros países, mas também trazemos olhares e chama atenção para a nossa moda! Temos estilista e modelos de peso participando de semanas de moda em outros países, parece que pra onde se olha, existe um brasileiro ajudando a levar o nome do nosso país. Gosto muito da moda do Herchcovitch, Sommer, João Pimenta q faz uma moda masculina q me encanta, Danilo Costa, Jorge Feitosa, Pedro Lourenço, entre outros, mas principalmente do Ronaldo Fraga.

6 -) Assim como qualquer outro estilista, quero muito ter minha marca, pretendo começar vendendo pela internet, e em alguns pontos de vendas, como lojas corporativas, em feiras, isso já é visível e quase palpável pra mim, esse ano já quero dar andamento em um projeto, já tenho parcerias, e um passo de cada vez, quero ter meu lugar ao sol.
Espero que tenham gostado das entrevistas e comecem a pesquisar mais sobre esses novos nomes que coloquei aqui!
E vocês já estão prontos pra Casa de Criadores? Está chegando! E estou louco de ansiedade pra ver o trabalho do Rafael (primeira parte do post) e da Gralias (desta segunda parte do post). Quero todos lá!
Edu Oliveira (@edujuniors)
edu.oliveir@hotmail.com
eduardo@boymagia.org

Revirando meu computador encontrei algumas fotos perdidas dessa última edição da SPFW, são bem aleatórias e que por não ter muito sentido do postar acabei não colocando aqui. Abri esse “diário” pra verem um pouquinho alguns registros do meu dia-a-dia lá.

Mariana, do Pink Vanilla SHop.

Lustre do desfile do Rodrigo Rosner, ele fica rodando no meio do desfile. Lindo!

Roberta Sá me encantou no desfile da Têca, os trechos da música ainda não saíram da minha cabeça.

Juan Pablo com o bigode mais invejável

Mateus da Banda Uó com o logo do Blog.

Murilo Yamanaka com o look que já decidi que vou copiar inteiro.

Eu com camisa camuflada da C&A (R$79), relógio McDonalds e calça eu que costurei (rs) e tênis Mad Bull.


Eu com bolsa Renner (R$89), Camisa e Saia kilt também eu que costurei ![]()
Espero que tenham gostado.
Edu Oliveira
eduardo@boymagia.org
edu.oliveir@hotmail.com

A um bom tempo venho escrevendo sobre a necessidade do Brasil em criar algo nativo, se bem que isso está presente em nosso país desde o inicio da literatura em movimentos nacionalista. Mas nunca estivemos tão em foco, o bordão “O Brasil está na Moda” nunca fez tanto sentido.
Com essa vontade de criação vem uma nova leva de estilistas, e não estou falando de João Pimenta ou Karin Feller que cada vez fazem mais barulho internacionalmente. São estilistas muito mais jovens, gente que ainda está na faculdade ou nem começou ela e tem criatividade pelas veias.
O que não falta são concursos para premiarem novos talentos e coloca-los em evidencia. Quem não se lembra do Elle Fashion Fabric MTV? Projeto Fashion na Band? Novo Estilista na Xuxa? Casa de Criadores? Concurso Natura novos estilistas? Senais Novos Talento e assim vai as diversas formas de mudar o conceito de que pra ser estilista você só vai fazer sucesso depois de 30 anos na carreira (eu ouvi já tanto isso!).
Aqui alguns nomes que vocês ainda vão ouvir muito falar!
1-) Como foi seu primeiro contato com Moda e quando decidiu que iria trabalhar com isso?
2-) Quais você acha que são as maiores dificuldades pra ser estilista (no Brasil principalmente)?
3-) A maioria das pessoas não tem idéia de todo processo que é para chegar ao resultado final de uma roupa: Modelagem, escolha do tecido e aviamentos, corte, costura e etc. Como você executa todas essas partes?
4-) Como funciona seu processo criativo para uma coleção?
5-) Quais são suas referências da moda brasileira e como enxerga essa evolução que passamos.
6-) Conte um pouco sobre como imagina seu futuro em relação a marca própria
RAFAEL CAETANO
1 – Não me lembro ao certo quando comecei a ter os primeiros contatos, minha mãe sempre trabalhou na área, e foi ela que me ensinou a costurar, os princípios básicos de modelagem corte e outras diversas áreas voltadas para a confeccção. Lembro me que aos 13 anos eu já ajudava em casa pregando elásticos em algumas peças para produção. Também não acredito muito na idéia de parar e pensar : “eu quero trabalhar com moda”, cheguei na profissão também através do desenho, desenho desde criança! Fiz minha primeira coleção um ano antes de entrar pra faculdade, eu queria tirar do papel todas as minhas vontades, não fiz por trabalho. Talvez até hoje eu não tenha decidido
2 - Eu acredito que seja a garra, mas a garra que te faz cair e levantar novamente .Todos os trabalhos que fiz foram apenas investimentos, não tive retorno de nenhum deles, financeiramente dizendo, e estou na minha 6ª coleção. Eu não tinha como pagar uma piloteira , nem estrutura, nenhum patrocinador, tive que traçar os meus moldes, sentar horas na máquina pra construir tudo o que eu queria e conciliar depois com a faculdade e o trabalho externo.
3 - Como havia dito, eu não só faço a concepção como construo as minhas peças . Começo meses antes para conseguir dar conta de tudo . Os tecidos surgem primeiro com o tema da coleção , depois vou para a modelagem, depois escolhos os tipos de acabamento e a aviamentação.

A cima a coleção de Verão 2012 do Rafael e ele em ação.
4 - Temas que inspiram são geralmente os que me deixam emocionado, ou me perturbam de alguma forma. Começo a pesquisar através de livros, geralmente antigos, monto um painel com fotografias e um mapa de palavras- chave, possibilidades de cores e tecidos , aviamentos, e tudo o que e vier na cabeça , para que com o tempo eu possa amadurecer e transformar tudo isso em moda. Quando começo a sentir algum tipo de unidade faço uma ilustração para representar o personagem da historia, e então sigo para os croquis.
5 - Fábia Bercsek, ela conseguiu construir um universo acima de tudo, é multitalentosa e uma ilustradora de mão cheia. Não acredito tanto nessa evolução, a história da moda no Brasil é bastante recente, alguns estilistas, aliás os principais estilistas da novíssima geração tomaram rumos diferentes ; as coisas estão muito rápidas e mais voltadas para o comercial e isso me assusta bastante.
6 - Procuro sempre pensar nos capítulos seguintes, esse ano me formo na faculdade, tenho meu tcc pra fazer e a certeza de que será algo bastante importante pra mim, o tema é algo que sou extremamente apaixonado, e isso me empolga, é o futuro que encontro em relação a mim nesse momento.

A cima a mãe dele desenhada em nanquim, uma foto pessoal e a última coleção dele vencedora do Fashion Mob.
GUSTAVO CARVALHO
1 - Meu primeiro contato com moda foi bem engraçado. Não sou de família de artes ou qualquer campo voltado para esse segmento, então meu contato com moda se deu apenas no meu 2o ano enquanto assistia uma maratona de project runway. Acho que foram uns 6 episódios e, no final, já sabia que trabalhar com moda seria a unica forma de ser feliz e realizado.
2 - Todos os mercados de trabalhos possuem suas dificuldades e, com o de moda não seria diferente. Enxergo como pontos factuais a barreira que existe no mercado para novos criadores principalmente aqueles que usam a linguagem da moda como objeto além da roupa.

3 - Moda é muito mais que desenhar bonito. E isso sempre foi meu principal pensamento na faculdade! Sou formado em Modelagem e essa formação me deu grande enfase no processo de montagem. Como uso como ferramenta principal de criação as formas e as linhas arquitetônicas, a modelagem trouxe um pensamento muito forte na parte prática do processo de criação. Normalmente meu estudo inicial sempre se dá pela modelagem e pelos materiais. Em seguida pelos desenhos, formas e desenhos. E em seguida a montagem e provas!
4 - Sou, antes de tudo, apaixonado por matemática. Eu sempre quis trabalhar com isso antes de decidir a carreira com moda. Sempre senti que a matemática estaria comigo durante a minha vida inteira e está! Minha ferramenta de criação é a modelagem! Amo formas e confesso que não tenho limites para pesquisa-las e descontrui-las! Após os estudos de formas e de temas começo a desenhar os pequenos esboços que alguma hora irão contar uma história. Confesso que apesar de ter um sketchbook bem detalhado e cheio de desenhos e pensamentos, não me guio muito por eles. Outro ponto importante para mim é a linguagem visual que procuro criar! Sempre começo pensando em uma coleção estudando a forma que quero apresenta-la. A imagem final é o que mais importa!

5 - Francisco Costa, diretor criativo da Calvin Klein é a minha principal referencia de moda brasileira! E sobre a evolução que passamos penso que é um momento importante para a moda brasileira mostrar um olhar moderno sobre o mundo atual. Mostrando sua identidade com elementos globais e não apenas nacionais. Não podemos esquecer que vivemos hoje em um mundo globalizado aonde devemos falar com todos, e quem não consegue adaptar se a esse novo mercado está fadado a andar para trás na evolução. Estamos enxergando grandes marcas brasileiras saindo do mercado e abrindo falência por causa dessa dificuldade de se adaptar aos novos mercados
6 - Não escondo quando digo que minha maior vontade é desfilar e vender minha própria marca. Contudo entre o sonho e a realidade existem algumas metas que de vez em quando acho que alguns profissionais esquecem. Não é por que você acabou de se formar que você esta pronto para abrir uma loja e que sera sucesso absoluto. Você precisa trabalhar muito, lapidar muito seu olhar, entender de vários outros processos além do de criação e milhares de outros fatores para dizer que pode começar de fato a tirar uma marca do papel! Apesar da vida corrida que levo em SP agradeço todo dia por ver que meus planos estão indo bem mais rápidos do que imaginava. É incrível o que trabalho, com foco e muita fé pode virar!

Essa foi só a primeira parte, a segunda parte ainda tme um bate papo com o incrível Igor Dadona, a meninas do Gralias e com Jean Apparuit!
Edu Oliveira (@edujuniors)
eduardo@boymagia.org
edu.oliveir@hotmail.com

Mais uma temporada da SPFW foi concluída, não sei o que aconteceu com a moda masculina que estamos paralisados a umas duas temporadas apresentando apenas repetições de tudo que já vimos. Não foi nada ruim, apenas não senti impacto nenhum. Por estes motivos resolvi não fazer um post “conclusões e resumão da SPFW”, e sim um texto desabafo.
Que a São Paulo Fashion Week a cada estação que se passa vem se mostrando um evento mais de exibicionismo barato de artistas que envolvem a classe A até a D, isso já não é novidade pra ninguém. A maioria das pessoas que vão ao evento esquecem que estão em um ambiente de negócios e empreendedorismo, e preferem ser pauta de site de fofoca e capa em revista de televisão. O famoso “carão” que cerca cada metro quadrado do ambiente fica evidente desde aquela pessoa-nada-a-ver-com-nada na porta tentando conseguir um convite, até a filha mimada de um empresário bem sucedido. Não adianta, em cada canto projetado por Niemeyer tem alguma “Monique Evans” circulando com um ex-bbb e ah lek lek a procura de uma matéria que será no mínimo ridícula.

Sim, eles foram assim pro evento.
Quanto aos corredores da Bienal, cada vez mais a luz do dia é trocada por glamurosas roupa que talvez nem em uma balada elas seriam corretas. “Chega a ser ridículo”, Reinaldo Lourenço diz. E chega mesmo. Em meio de tanta maquiagem em lounge do Boticário, fila da Melissa e champagne na Elle, você quer mesmo vir de salto altíssimo em um (geralmente esquecido isso) ambiente de trabalho de diversos profissionais? Não sei o que mais me assusta, todas as mesmas tendências sendo usadas religiosamente ou a falta de originalidade ao contratarem até participante de Mulheres Ricas para dar ibope na fila A do desfile. A Bienal é e continuara sendo apenas uma pequena prima pobre das semanas internacionais de moda enquanto não se voltar para a passarela como negócio, e não noticia para o Ego. Eu realmente amo cobrir esse evento porque é algo que faço com gosto, cada segundo ali dentro é memorável, mas estou com saudade mesmo quando o problema era só a ecobag.
Edu Oliveira (@edujuniors)
eduardo@boymagia.org

Segunda parte do post com os meninos que encontre pelos corredores da SPFW, essa fotos ficaram bem melhores pois tive a ajuda do meu amigo Victor Galhardo, então sejam muito grato a ele que fotografou os meninos comigo.

Henrique


Juan Pablo

Daniel (Katylene)

Guilherme Klein

Murilo Yamanaka

Victor Galhardo

Arlindo Grund


Guilherme Itacaranbi
Edu Oliveira (@edujuniors)
eduardo@boymagia.org

No meio de toda a correria de desfile + meu trabalho na confecção consegui fotografar alguns meninos que estavam na SPFW, aqui a primeira parte do post.

Beto Siqueira

Murilo Yamanaka

Fabio Paiva

Victor Miranda

Demy Azevedo

Jhonny Luxo

Jeff Ferrari

Thiago Pethit

Caio Braz


Mateus e Davi, Banda Uó.

Juan Pablo

Marco Antonio

Murilo Mahler
Edu Oliveira (@edujuniors)
eduardo@boymagia.org

JOÃO PIMENTA
Sem muita complicação ou todo um enredo por trás, dessa vez João está um pouco sem Pimenta. Mas mesmo sem toda a histórinha que vemos ser contada na passarela, o estilista não deixa de fazer nossos olhos brilhar e ficar querendo muito cada peça.
A coleção é inteira comercial, mas voltada ao garoto moderninho do publico alvo de João, e que cada vez mais está amadurecendo sua alfaiataria e até formas de costura para sofisticar o desenvolvimento (que antes já era ótimo, pois o próprio desenvolvia os tecidos).
Desejo: Todas peças com estampa de cruz, sapatos dourados e as calças curtas com a bainha dobrada.


ELLUS
Em tons terrosos e inspirado na em uma viagem de moto pela India, o homem da Ellus possui uma modelagem clássica e deixando realce para a escolha dos tecidos e estampas. A camurça camelo nos detalhes da gola e jaqueta perfecto são uma grande aposta pra essa temporada, e destaque também para o floral mais escuro (principalmente se vir acompanhada da calça+camisa de mesma estampa).
Desejo: Esse sapato bem pesado com fivela na lateral e camisas com comprimento maior.

TRITON
Ultra moderninho esse pescador/navegador, com a cara manchada de amarelo caminha com uma sandália de sola tratora, jaqueta com detalhe metalizado em verde e um jeans com uma lavagem bem clarinha em acid wash. Atenção para todas as camisetas estampadas, e principalmente a que vem com metade de sua modelagem em forma de camisa.
Desejo: Camisetas com a estampa inteira da imagem


Edu Oliveira (@edujuniors)
eduardo@boymagia.org

Como comentei anteriormente comecei a trabalhar em uma confecção terceirizada por grandes marcas, e quando chega em época de desfiles fazemos sempre o desenvolvimento de alguns. Nessa temporada tive o prazer de chegar logo fazendo Cavalera, Ellus e Alexandre Herchcovitch, três marcas que sou extremamente fã.
Já assisti até que bastante desfiles para estes meus 17 anos, e nas mais diferentes filas; da A ao lado da Glória Kalil, e standing do ladinho do segurança bem apertado na muvucada. Mas assistir tudo acontecendo antes da hora foi algo totalmente novo; a trilha sonora era Ivaneide, a costureira, me falando como era complicado fazer o cós e a barra naquele patchwork de jeans. Maria do Céu, a modelista, mandando várias peças pilotos pra cortar em suas modelagens feitas sempre rigorosamente de caneta vermelha. Os três andares não paravam de comentar os muros pichados na estampa, Rosinha (mais uma das costureira) soltava um: “a gente é que devia virar modelo dessas peças todas, imagina o sucesso!”.
Tudo que se conseguia ver eram estampas me metros de tecidos, nada tinha forma ou caimento ainda no corpo de uma modelo desnutrida. Eram apenas cálculos, números e datas rigorosas para entrega.
A calma de Marcelo Sommer no backstage, mostrado no GNT Fashion em entrevista com Lilian Pacce, só conseguia me fazer lembrar a sua alegria meio maluca na minha frente se enlaçando/sufocando nos jeans das peças prontas.
Agora, claro, o “verdadeiro” desfile: no mais alto som da soul music setentista os modelos entram com um gingado de dar inveja em qualquer dançarino. O que tinha tudo pra parecer um show de “não vamos prestar atenção na roupa” conseguiu executar com tanta espontaneidade a coleção sem forçar o óbvio da década de 70, trazendo algo com a cara atual, moderna e street. Tudo que estávamos com saudade de ver na Cavalera.

O tecido que logo me apaixonei assim que chegou ♥

O patchwork de jeans que deu bastante trabalho! rs
E aqui, o resultado final:



Edu Oliveira (@edujuniors)
eduardo@boymagia.org













Jaqueta de lantejoulas: Chanel
Você pode vestir um short customizado de sua preferência
Modelo: Matheo Ferraguti
Fotografia: Anthony Goujjane
Assistente: Marion Ospital

A estampa camuflada é conhecida por qualquer pessoa, ela vem desde os primórdios quando existia necessidade em se esconder para se defender. Mas esta que conhecemos só foi mesmo adotada por todos os exércitos do mundo na Segunda Guerra Mundial, assim surgiram os diferentes tipos de estampas como “Flecktarn” , “Denison”, “Foliage”, “Marpat Desert” e dentre outras adaptações.
Mas só em 2013 ela vira tendência e algo tão aceito como um floral ou poá, quem diria, não é? E como tudo tem de se reinventar para poder sobreviver, o camuflado se adaptou de diferentes jeitos; encontramos em bonés, sapatos mais sofisticados, em forma de blazers, bolsas, acompanhados de florais e até tachas, com animal print, calças skinnys e nas jaquetas (já existiam porém se tornaram mais justas).

Os diferentes tipos de modelagem usados com a estampa; até sobreposição de colete com blazer camuflados!


Não há segredo nem regra pra usar a camuflagem, só não use mais de uma peça estampa se não irá parecer uniforme mesmo, né?

BOLSAS E SAPATOS
Como disse anteriormente, a principal renovação da camuflagem foi chegar para peças que não tinham essa estampa; como sapatos mais sofisticados, bolsas mais clássicas e mochilas com spike, tudo para dar a cara de moderninho.


PARA COMPRAR

4 – Jaqueta com parte camuflada £55

5 – Jaqueta com modelagem college camuflada £45
8 – Camiseta leopardo com camuflagem £18.00

Edu Oliveira (@edujuniors)
eduardo@boymagia.org
