Então a SPFW cansou. É?

Por Edu Oliveira

Ok. Finalmente acabou o SPFW.
Sério, de todas as temporadas NUNCA vi tanta gente “fora do meio” fazendo check-in no evento. Com isso as pessoas que estão lá trabalhando gritam que o evento está desgastado, até dona Glorinha Kalil admitiu isso.
Não sou contra essa popularização/democratização da SPFW, mas eu queria muito entender qual é essa necessidade de vocês em irem por puro status. Um menino aqui do meu facebook postou “se sentindo ótimo no desfile da Colcci” e aí comentaram “como foi o desfile” e ele “achei fofo, bem legal”.
oh. really?
Seria muito legal se todos que fossem pro desfile e olhassem ele com um olhar mais critico, procurando a inspiração dele, dando atenção pra trilha sonora, tentando entender. Talvez nem seja a SPFW que esteja desgastada e sim o público dela.


Não tô pedindo pra ninguém ser uma biblioteca de moda ou expert r abrir um blog pra dar seus comentários. Mas se você vai ficar se matando pra conseguir convite (como já sabem eu já me matei bastante, como escrevi no post do “truque”) que entre ali por algum propósito e deixe a coleção do estilista, que deve ter dado MUITO trabalho, te acrescentar de alguma forma; e não só pra uma foto do instagram.
Eu só me matei várias vezes porque eu pre-ci-sa-va ver a arte do Ronaldo Fraga de perto, ou o acontecimento da vez da Amapô, ou o que o Fause Haten ia aprontar que ia faezr todo mundo odiar ele (e eu amar!), ou o que o Reinaldo Lourenço ia fazer e todo mundo ia falar que ele copiou de uma coleção de alguém de Londres, ou porque eu sabia que ia ver algo do João Pimenta que ia bagunçar tudo em mim.
Seria muito legal uma SPFW sem lounge pra jabá algum e só com desfiles pra todo mundo senti-los, não é?

 

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Diário SPFW #1

Segunda foi dia de assistir ao incrível João Pimenta e rever vários colegas que só encontro na SPFW, vou fazer um post ainda de balanço dos desfiles masculinos.

Estava louco pra fazer um look com essa mistura de estampas malucas, juntei essa saia dourada pra exagerar um pouquinho mais ainda.

E não é que depois do post do #TRUQUE tava todo mundo chamando o check-in de imprensa de chiqueirinho? ryzos.

JAQUETA BRECHÓ VINTAGE CLUBE
CAMISA BRECHÓ VARAL DO BECO
SAIA CACAU FRANCISCO
MOCASSIM C&A

Sai no street style dos melhores looks do FFW!

Eu e o Kaique do Gato Hype. Clicado pelo Juan da revista Chilena Vista La Calle

Backstage Cavalera

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RESENHA SOBRE O FILME “HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO”

Por Edu Oliveira.

Quarta-Feira (26 de março) fui assistir à primeira cabine pra imprensa do longa “Hoje eu quero voltar sozinho” filme baseado no curta metragem “Eu não quero voltar sozinho”. Caso você não conheça da uma lidinha nessa entrevista que fiz a um tempo atrás com o diretor, lá também tem link do curta!

Leonardo é um adolescente cego que está  procurando se encaixar na sociedade, e busca a normalidade de vida que qualquer pessoa pode desfrutar. Leo tem uma melhor amiga chamada Giovanna, porém a amizade deles é colocada em prova com a entrada do aluno/amigo novo: Gabriel.

A maioria já conhece até essa parte, não é? Se você espera do filme uma extensão do curta pode ir tirando o cavalinho da chuva. O filme é uma construção da independência do Leo; como qualquer adolescente ele quer sair de casa sem que os pais liguem de 5 em 5 minutos, quer conhecer gente nova em lugar novo, quer beber um pouco escondido naquela viagem da escola e até quer aprender a dançar!

Se coloque por um dia na vida de um estudante do Ensino Médio que é cego. O ambiente escolar é, na maioria das vezes, um ninho venenoso e sempre tem alguém tentando atacar pessoas mais vulneráveis; Leo não escapa dessa, e vai ter que ser forte pra aguentar!

 

Mesmo com o Leo em foco o casal Gabriel-e-Leonardo continua sendo a coisa mais fofa e vai lhe causar tantos “ownn” durante o filme que quando menos ver vai estar encolhido sobre cadeira do cinema. Além disso você vai dar boas risadas com a inocência do Gabriel tentando se acostumar com Leo (principalmente quando ele o chama pra ver o eclipse, tipo? HAHAHA), e a trilha sonora também é perfeita; “Belle and Sebastian” não sai do meu replay desde quarta-feira e voltei com meu vicio em Cícero.

Ghilherme Lobo (Leonardo) nos sensibiliza a cada segundo conseguindo interpretar direitinho um cego, Tess Amorim (Giovanna) cresceu tanto que está em uma transição já pra mulher; madura e com um entendimento rápido e Fabio Audi (Gabriel) se mostra tão confiante no papel e tão entregue que dá até vontade rouba-lo do Leo!

Mas o principal do filme talvez nem seja a maturidade desenvolvida pelo Leo ou seu romance, e sim a visibilidade que este da para pessoas cegas. Eu nunca tinha parado pra pensar em como seria pra uma pessoa com deficiência visual “assistir” a um filme, e por mais incrível e mentiroso que pareça: Tinha um casal de gays na cabine do filme, e um deles era cego! Eu parecia estar vendo um remake do filme na minha frente, ele segurava direitinho no braço do parceiro, e a cada cena seu namorado lhe contava o que acontecia nas cenas. Sem contar que o cão-guia que entrou com eles ficou quietinho o filme todo.

Não tinha um do cinema que não observava querendo ir abraçar os dois. Imagina o quão lindo para eles foi se sentirem representados, não é?

 

Agora é a vez de vocês assistirem, o filme estréia dia 10 de Abril nos cinemas.

E parabéns principalmente ao Daniel Ribeiro, um incrível diretor que têm formado obras incríveis para o cenário LGBT.
Anotou, né? 10 Abril no cinemas!

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